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Notícia No-Sense do dia

22 set

Tô revoltada. Mas revoltada de um jeito ponderado, não como essa moça aqui.
O motivo é que uma banda de pseudorock com a alcunha de “Fresno” vai abrir o show do Bon Jovi. PUTA QUE O PARIU MALUCO, QUE PORRA É ESSA???
Pra quem não sabe, Bon Jovi é rock. Rock de verdade. Pode até ter uma pegada mais pop e comercial às vezes, mas na essência, é rock.
Uma pequena lista de bandas que já ABRIRAM os shows do Bon Jovi, só pra se ter uma ideia:

  • Aerosmith
  • Scorpions
  • Twisted Sister
  • Cinderella
  • Skid Row
  • Mr. Big
  • Winger
  • Dio
  • W.A.S.P.
  • Gotthard
  • Mötley Crüe

PUTA QUE PARIU! Imagina Fresno nessa lista. Só imagina. Dói meu amigo, eu sei que dói. Eu compartilho dessa dor.
O comentário do Whiplash foi discreto, no fim da matéria: “Também achamos estranho.” ESTRANHO SERIA COLOCAR MATANZA (ainda que mais adequado). Mas isso colega, ISSO É ESDRÚXULO.
(mais…)

“A Menina que Roubava Livros”

22 set

A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. - Trecho da resenha oficial.

Nunca gostei muito de livros e filmes sobre guerras. É um assunto que raramente desperta meu interesse. Por isso, foi torcendo o nariz que comecei a ler “A Menina que Roubava Livros”. Acabei achando apaixonante, prende a atenção até o fim e revela fatos históricos de uma maneira que não te faz dormir.

Este livro é surpreendente por vários aspectos. Eu gostaria de destacar alguns deles. Primeiro, acredito que o grande objetivo de todo autor seja manter o leitor interessado até que o livro acabe. Os personagens, a história, o ambiente, tudo é direcionado para este objetivo primordial. Muitos escritores tentam manter essa atenção por meio de artifícios chamativos, ápices crescentes e sucessivos, personalidades incomuns e fortes, enfim. E foi justamente o costume em ver livros assim que me fez admirar este em especial. Não há personagens de muito impacto, tudo parece estranhamente comum, normal, como se fosse a história de um alguém qualquer, sei lá, podia até ser nosso vizinho. E mesmo assim você sente aquela necessidade boa de continuar lendo, de acompanhar a história. Fazer uma obra assim merece um mérito grande, que muitos leitores talvez não estejam aptos a reconhecer. Um diferencial interessante, mas nem por isso articuloso, foi colocar a Morte como narradora. Isso sim, tornou a história ainda mais espetacular, sem roubar a cena. Só cabe destaque à narradora quando é plausível. No restante, ela é apenas uma narradora com um ótimo senso de humor (negro).

Foi um livro que me fez rir e chorar, e tem um final memorável. Considero um livro que não se pode deixar de ler.
Ao terminar, cheguei a conclusão de que esse livro é diferente de tudo que já foi feito, principalmente por encarar toda essa coisa da guerra não como um fator principal, não como o motivo que desencadeou a história, mas como um acontecimento a mais na vida da personagem, um mero cenário. Achei até um pouco curto, faltando detalhes em alguns pontos pelos quais eu fiquei sedenta. Retrata uma visão interna da vida nazista, pelos olhos de uma criança, e faz isso muito bem.

Show do Scorpions – 19/09/2010

20 set

Ontem, dia 19/09/2010, fui ao show do Scorpions em São Paulo, que aconteceu no Credicard Hall. Este foi o segundo dos dois shows que aconteceram em São Paulo, e o primeiro a ter as vendas de ingressos abertas (como a demanda foi grande, abriram mais um show, que acabou sendo antes, no dia 18). No geral, o show foi muito interessante, e não tenho dúvidas de que participei de uma experiência única. No entanto, vale ressaltar alguns pontos e infelizmente, criticar outros…

Pontos positivos:

  • A voz do Klaus continua impecável de uma forma que não dá pra acreditar, só vendo pessoalmente mesmo. Não tem vídeo ou foto que transmita a sensação de estar lá.
  • Ir a um show do Scorpions foi uma realização pessoal. Ouço Scorpions desde que tinha uns 2 anos de idade. Meu pai sempre gostou, afinal, é da “época dele” e eu acabei me afeiçoando muito à qualidade musical e ao carisma dos alemães. A única coisa que tornou essa realização um pouco triste foi saber que é a última apresentação.
  • Kottak é um espetáculo a parte. Eu, que não sou muito fã de solos de bateria, gostei bastante da performance do cara. Levantou todo mundo que estava assistindo, ele realmente conseguiu transmitir um pouco de sua insanidade pro público. hehe

    (…) muita irreverência de James Kottak, que ficou sem camisa por várias vezes e, durante os dez minutos de intervalo dos companheiros, entreteve os fãs com um solo arrojado, regado a um brinde com cerveja. Com copo em mãos, convidou a todos a levantarem suas bebidas para o alto e, em seguida, fez o vira, mais banhando o próprio corpo do que propriamente bebendo. (…)

    - Parte da resenha do Whiplash sobre o show.

  • A casa de shows é bem estruturada, a acústica estava relativamente boa e (mais…)

Coleção da Britney Spears

2 jul

Todo mundo está falando da nova coleção da Britney e tudo mais…

Tava dando uma olhada e juro, não gostei de nada! Mas isso não vem ao caso. O que eu tava notando mesmo é como um dos vestidos da coleção parece com outro, daquela coleção da Beyoncé pra C&A, lembram? Bati o olho e lembrei!

Parece que o da Britney tem tachinhas “de verdade”…já o da C&A, ao vivo, não é tudo isso não. Dá pra perceber na foto, mas mesmo assim achei as fake tachas tão “vagabundinhas” quando vi na loja que deu até tristeza.

Tudo bem que tachinhas estão super in e aparecem em tudo, e o modelo dos vestidos é diferente. Mas achei bem #fail de criatividade.

O que vocês acham?


Resenha: Avatar

19 dez

Título original: Avatar
Gênero: Ficção
Ano: 2009
País de origem: Estados Unidos
Distribuidora: Fox
Duração: 160 min.
Diretor: James Cameron
Elenco: Sam Worthington, Zoe Saldana, Sigourney Weaver

Se a ideia de entrar em outro universo te assusta, então fique em casa. Porque “entrar” ainda não é suficiente para descrever Avatar.
Por um milagroso conjunto de imagem e som, você entende e imagina o mundo de Pandora como algo real depois de alguns minutos de filme.
Quando li sobre todo o sucesso de Avatar, só se falava nas imagens, gráficos, cenários e em todo o uso do 3D, e eu tendia a pensar que então o enredo deveria ser péssimo. Bom, não só acho que tudo que se falava do visual chega a ser pouco como acrescento que o enredo, apesar de não ser nada absolutamente novo, é incrivelmente bem trabalhado, de forma que você só traça paralelos bem depois de assistir.
Pela primeira vez, o 3D foi usado de forma inteligente, para aprimorar a experiência de interação com o filme (algo muito adequado (e até necessário) para uma película que trata de outro universo)  ao invés de apenas exibir o recurso com aquelas cansativas cenas em que cacos e demais troços voadores “atingem” os olhos dos espectadores. Aqueles que forem esperando por isso certamente sairão decepcionados.

Jake Sully e Neytiri

James Cameron tratou o recurso 3D como um adendo a uma ideia por si só promissora, não como a principal atração.
É natural que filmes 3D anteriores explorassem ao máximo o recurso, como uma criança com um novo brinquedo: ela quer mostrar o que o brinquedo pode fazer ao invés de efetivamente brincar. Por isso esse filme é um marco: James foi o primeiro cara a brincar, e brincou com afinco.
Portanto, estou certa de que Avatar em 2D será igualmente fascinante.
Se você tiver a oportunidade de assistir, assista. Da forma que for.

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