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Percy Jackson e os Olimpianos – A Série

24 out

Percy Jackson e os Olimpianos é uma série de 5 livros escritos por Rick Riordan, um ex-professor de História de 46 anos. Comecei a ler a série de tanto ouvir o Gui comentar, e acabei gostando. Fomos revezando a compra dos livros e emprestando um pro outro. Acabei O Último Olimpiano semana passada, e resolvi falar um pouco de cada um aqui.

Muita gente me perguntou se é igual Harry Potter. Igual não é, a mitologia é outra, e enquanto Rowling praticamente criou um universo, Rick apenas adaptou as bases da mitologia grega para o mundo moderno. Existem algumas semelhanças nos personagens, jeito de escrever, enfim, mas não é nada que seja uma cópia declarada de HP.

Quem gostou de Harry Potter, Nárnia, até Senhor dos Anéis, tem grande chance de gostar de PJ também. Vale a pena tentar ;)

Atenção! Não contém spoilers significativos para o desenrolar da história. As resenhas foram feitas com a minha opinião pessoal sobre cada livro, e não devem ser copiadas.

O 1º livro de toda série tem grandes responsabilidades: apresentar boa parte dos personagens, mostrar o estilo de escrita, ambientar a história, e através de tudo isso, tentar cativar o leitor para que ele leia o restante da série. Em O Ladrão de Raios, conhecemos Percy, seus amigos e o assistimos descobrir suas origens. Sendo um livro para adolescentes (mas que com certeza agrada adultos), considero uma grande sacada incluir essas descobertas, que possivelmente farão o leitor jovem se identificar. O enredo não é dos mais brilhantes, mas como eu disse, os objetivos são outros, então perdoa-se.

 


O Mar de Monstros já traz explícita uma necessidade diferente: apresentar todos os monstros da mitologia grega que farão parte dos livros subsequentes, e serão importantes. Riordan foi muito criativo aqui, ambientando tudo em um só lugar e dando continuidade à trama que se formou no final do 1º livro. Algo que eu já admirava n’O Ladrão de Raios e que se torna mais importante aqui é a modernização dos seres mitológicos: você passa a acreditar que qualquer um pode ser um monstro do mundo moderno disfarçado. Outra coisa legal são as mensagens de preservação ambiental bem sutis, não tornam o livro chato de tanto moralismo, mas passam o recado. Considero isso importante num best seller do século XXI.

 

 


O terceiro livro marca o ponto em que o leitor já conhece a maior parte do universo da série e já tem uma boa noção do que virá. Este fato abre mais espaço para a história em si, numa linguagem menos explicativa (que não se deve à troca do tradutor, como pensam) e aprofunda mais na história de vida do vilão. Riordan mostra o quanto a coisa é séria, enchendo esse livro de mortes e reviravoltas bem inesperadas. Se eu tivesse que definir um livro indispensável para o sucesso da série, seria este: aqui estão todos os nós das linhas que se desenrolam nos próximos. Aventura das boas.

 

 


 

A maioria das resenhas que li concordam comigo: enquanto praticamente devoramos os outros livros, esse nós apenas lemos. É importante para o enredo, mas há uma pequena queda na qualidade da história. Neste, é explorado o famigerado Labirinto de Creta, famoso na mitologia e cuja história foi contada até por Monteiro Lobato. Achei a história cansativa em alguns pontos, e mesmo que seja ficção, ultrapassa os limites do absurdo algumas vezes. Mesmo assim, tem seus pontos altos: a formação de um “triângulo amoroso”, o amadurecimento rápido dos personagens e revelações relevantes. Não é de todo ruim, e se isso é o pior que Riordan pode fazer, então a série é de muita qualidade mesmo.

 


 

O último livro da série é ação do começo até o fim. Achei importante não tornar a batalha mais simples do que ela realmente deveria ter sido, usando todas as 384 páginas para isso. A despeito do caos que acontece durante a maior parte do livro, o final traz algumas surpresas. Julgo um arremate digno, embora não fuja muito do esperado. Trouxe algumas revelações pelas quais esperávamos desde o primeiro livro, e terminou com classe. No entanto, foram deixados espaços para uma possível continuação (ver informações adicionais abaixo). É difícil dizer, por enquanto, se uma continuação seria bem vinda ou se o que vimos até agora é suficiente para manter Percy bem vivo em nossas memórias.

 


 

Informações Adicionais & Curiosidades: (mais…)

“A Menina que Roubava Livros”

22 set

A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. - Trecho da resenha oficial.

Nunca gostei muito de livros e filmes sobre guerras. É um assunto que raramente desperta meu interesse. Por isso, foi torcendo o nariz que comecei a ler “A Menina que Roubava Livros”. Acabei achando apaixonante, prende a atenção até o fim e revela fatos históricos de uma maneira que não te faz dormir.

Este livro é surpreendente por vários aspectos. Eu gostaria de destacar alguns deles. Primeiro, acredito que o grande objetivo de todo autor seja manter o leitor interessado até que o livro acabe. Os personagens, a história, o ambiente, tudo é direcionado para este objetivo primordial. Muitos escritores tentam manter essa atenção por meio de artifícios chamativos, ápices crescentes e sucessivos, personalidades incomuns e fortes, enfim. E foi justamente o costume em ver livros assim que me fez admirar este em especial. Não há personagens de muito impacto, tudo parece estranhamente comum, normal, como se fosse a história de um alguém qualquer, sei lá, podia até ser nosso vizinho. E mesmo assim você sente aquela necessidade boa de continuar lendo, de acompanhar a história. Fazer uma obra assim merece um mérito grande, que muitos leitores talvez não estejam aptos a reconhecer. Um diferencial interessante, mas nem por isso articuloso, foi colocar a Morte como narradora. Isso sim, tornou a história ainda mais espetacular, sem roubar a cena. Só cabe destaque à narradora quando é plausível. No restante, ela é apenas uma narradora com um ótimo senso de humor (negro).

Foi um livro que me fez rir e chorar, e tem um final memorável. Considero um livro que não se pode deixar de ler.
Ao terminar, cheguei a conclusão de que esse livro é diferente de tudo que já foi feito, principalmente por encarar toda essa coisa da guerra não como um fator principal, não como o motivo que desencadeou a história, mas como um acontecimento a mais na vida da personagem, um mero cenário. Achei até um pouco curto, faltando detalhes em alguns pontos pelos quais eu fiquei sedenta. Retrata uma visão interna da vida nazista, pelos olhos de uma criança, e faz isso muito bem.

Show do Scorpions – 19/09/2010

20 set

Ontem, dia 19/09/2010, fui ao show do Scorpions em São Paulo, que aconteceu no Credicard Hall. Este foi o segundo dos dois shows que aconteceram em São Paulo, e o primeiro a ter as vendas de ingressos abertas (como a demanda foi grande, abriram mais um show, que acabou sendo antes, no dia 18). No geral, o show foi muito interessante, e não tenho dúvidas de que participei de uma experiência única. No entanto, vale ressaltar alguns pontos e infelizmente, criticar outros…

Pontos positivos:

  • A voz do Klaus continua impecável de uma forma que não dá pra acreditar, só vendo pessoalmente mesmo. Não tem vídeo ou foto que transmita a sensação de estar lá.
  • Ir a um show do Scorpions foi uma realização pessoal. Ouço Scorpions desde que tinha uns 2 anos de idade. Meu pai sempre gostou, afinal, é da “época dele” e eu acabei me afeiçoando muito à qualidade musical e ao carisma dos alemães. A única coisa que tornou essa realização um pouco triste foi saber que é a última apresentação.
  • Kottak é um espetáculo a parte. Eu, que não sou muito fã de solos de bateria, gostei bastante da performance do cara. Levantou todo mundo que estava assistindo, ele realmente conseguiu transmitir um pouco de sua insanidade pro público. hehe

    (…) muita irreverência de James Kottak, que ficou sem camisa por várias vezes e, durante os dez minutos de intervalo dos companheiros, entreteve os fãs com um solo arrojado, regado a um brinde com cerveja. Com copo em mãos, convidou a todos a levantarem suas bebidas para o alto e, em seguida, fez o vira, mais banhando o próprio corpo do que propriamente bebendo. (…)

    - Parte da resenha do Whiplash sobre o show.

  • A casa de shows é bem estruturada, a acústica estava relativamente boa e (mais…)
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