Percy Jackson e os Olimpianos é uma série de 5 livros escritos por Rick Riordan, um ex-professor de História de 46 anos. Comecei a ler a série de tanto ouvir o Gui comentar, e acabei gostando. Fomos revezando a compra dos livros e emprestando um pro outro. Acabei O Último Olimpiano semana passada, e resolvi falar um pouco de cada um aqui.
Muita gente me perguntou se é igual Harry Potter. Igual não é, a mitologia é outra, e enquanto Rowling praticamente criou um universo, Rick apenas adaptou as bases da mitologia grega para o mundo moderno. Existem algumas semelhanças nos personagens, jeito de escrever, enfim, mas não é nada que seja uma cópia declarada de HP.
Quem gostou de Harry Potter, Nárnia, até Senhor dos Anéis, tem grande chance de gostar de PJ também. Vale a pena tentar
Atenção! Não contém spoilers significativos para o desenrolar da história. As resenhas foram feitas com a minha opinião pessoal sobre cada livro, e não devem ser copiadas.
O 1º livro de toda série tem grandes responsabilidades: apresentar boa parte dos personagens, mostrar o estilo de escrita, ambientar a história, e através de tudo isso, tentar cativar o leitor para que ele leia o restante da série. Em O Ladrão de Raios, conhecemos Percy, seus amigos e o assistimos descobrir suas origens. Sendo um livro para adolescentes (mas que com certeza agrada adultos), considero uma grande sacada incluir essas descobertas, que possivelmente farão o leitor jovem se identificar. O enredo não é dos mais brilhantes, mas como eu disse, os objetivos são outros, então perdoa-se.
O Mar de Monstros já traz explícita uma necessidade diferente: apresentar todos os monstros da mitologia grega que farão parte dos livros subsequentes, e serão importantes. Riordan foi muito criativo aqui, ambientando tudo em um só lugar e dando continuidade à trama que se formou no final do 1º livro. Algo que eu já admirava n’O Ladrão de Raios e que se torna mais importante aqui é a modernização dos seres mitológicos: você passa a acreditar que qualquer um pode ser um monstro do mundo moderno disfarçado. Outra coisa legal são as mensagens de preservação ambiental bem sutis, não tornam o livro chato de tanto moralismo, mas passam o recado. Considero isso importante num best seller do século XXI.
O terceiro livro marca o ponto em que o leitor já conhece a maior parte do universo da série e já tem uma boa noção do que virá. Este fato abre mais espaço para a história em si, numa linguagem menos explicativa (que não se deve à troca do tradutor, como pensam) e aprofunda mais na história de vida do vilão. Riordan mostra o quanto a coisa é séria, enchendo esse livro de mortes e reviravoltas bem inesperadas. Se eu tivesse que definir um livro indispensável para o sucesso da série, seria este: aqui estão todos os nós das linhas que se desenrolam nos próximos. Aventura das boas.
A maioria das resenhas que li concordam comigo: enquanto praticamente devoramos os outros livros, esse nós apenas lemos. É importante para o enredo, mas há uma pequena queda na qualidade da história. Neste, é explorado o famigerado Labirinto de Creta, famoso na mitologia e cuja história foi contada até por Monteiro Lobato. Achei a história cansativa em alguns pontos, e mesmo que seja ficção, ultrapassa os limites do absurdo algumas vezes. Mesmo assim, tem seus pontos altos: a formação de um “triângulo amoroso”, o amadurecimento rápido dos personagens e revelações relevantes. Não é de todo ruim, e se isso é o pior que Riordan pode fazer, então a série é de muita qualidade mesmo.
O último livro da série é ação do começo até o fim. Achei importante não tornar a batalha mais simples do que ela realmente deveria ter sido, usando todas as 384 páginas para isso. A despeito do caos que acontece durante a maior parte do livro, o final traz algumas surpresas. Julgo um arremate digno, embora não fuja muito do esperado. Trouxe algumas revelações pelas quais esperávamos desde o primeiro livro, e terminou com classe. No entanto, foram deixados espaços para uma possível continuação (ver informações adicionais abaixo). É difícil dizer, por enquanto, se uma continuação seria bem vinda ou se o que vimos até agora é suficiente para manter Percy bem vivo em nossas memórias.


Paulista, estudante, cozinheira por lazer, ama chuva, detesta lagartixa. Rock + 






