O dia mais ridículo da minha vida!

Hoje foi o dia mais sem noção da minha vida até agora.
Fala sério!

Ontem a noite, minha avó-costureira-espetacular me ligou dizendo pra eu ir na casa dela hoje pra provar meu vestido da formatura. Ela disse pra eu ir lá pelas 3 da tarde. Certo.

Hoje, eram exatamente 15hs quando meu pai me deixou na porta da casa dela, de carro, e foi embora. Toquei a campainha, feliz da vida que ia ver meu quase-vestido. Toquei de novo. E de novo. E de novo. Comecei a fazer uma musiquinha com a campainha. Daí veio a voz na minha cabeça: se toca, Isabella, não tá vendo que não tem ninguém?

Ah, ótimo. Tudo bem. Isso acontece. Abri a bolsa pra pegar o celular e ligar pro meu pai voltar e me buscar já que eu estava na rua. Maaas…

Cadê o celular? Ficou em casa. Mas que bom. Tuudo bem, eu penso, isso acontece.
Legal. O que eu faço agora? Comecei a analisar as opções (já tinha umas 3 pessoas na rua achando que eu era louca).
Opção 1: pular o portão, que é baixo, e sentar no jardim até alguém chegar. Pelo menos estou do lado de dentro. (descartei essa, já que eu vim com um vestidinho rosa tomara-que-caia que bate um pouco mais pra cima da metade da minha coxa, então, se eu pular o portão, vou pagar calcinha, e provavelmente, sutiã também)
Opção 2: senta e chora (sem chance!)
Opção 3: ir até o salão em que minha mãe trabalha, que fica há uns 3 quarteirões só, e pegar a chave. Daí eu entro e assalto a geladeira e converso no MSN enquanto espero alguém chegar. (perfeito!)

Então lá fui eu…andando tranquilamente até o tal do salão, sob um sol de quarenta graus. Mas tudo bem, estou indo à algum lugar.  Uns 30 caras me encheram o saco no caminho (Não sou exatamente bonita, mas eu tava com um vestido minúsculo e óculos de sol. A decadência é tão grande que parece que isso já é o suficiente pra fazê-los falar coisas que prefiro não repetir).
De repente, quando estou atravessando a rua, sinto um tlec! e meu pé indo pra frente. Noto que as tiras da minha rasteirinha direita simplesmente se soltaram! Ah, mas que bom. Me arrasto até a calçada pra não morrer atropelada, encosto no muro de uma fábrica e dessa vez realmente sinto que estou ferrada. Procuro mais um pouco pelo celular, mas desisto quando vejo que ele não vai se materializar lá do nada. Abro a necessaíre pra ver se tem alguma coisa que possa me salvar. E é por isso que eu amo tanto ela e prefiro andar pelada do que sem a minha necessaíre salva-vidas! Abri e fiquei nos céus quando vi um lindo rolo de durex e uma faixa de cabelo imaculada, daquelas bem fininhas, de elástico. AHAAA! Estou salva.
Tá vendo Isabella, o segredo é ser otimista!, diz a vozinha.
Peguei o elástico, e dei duas voltas com ele no meu pé e na sola da rasteirinha, de modo que a única coisa que prendia meu pé nela era o elástico. Dei umas voltas à mais com durex, pra garantir e levantei a cabeça com ares de “ninguém me segura” quando vejo, do outro lado da rua, uns 3 ou 4 caras que pararam pra olhar a minha estúpida tentativa de arrumar aquela bosta. Eles riam e olhavam um pra cara do outro, meio sem entender. FALA SÉRIO, O QUE FOI QUE EU FIZ DEUS? TU TIROU O DIA PRA ME CASTIGAR, FOI? Tuudo bem, otimismo!

Daí eu, inteligentíssima, peguei o mp5 da bolsa e comecei a conversar nele, como se fosse um celular e eu estivesse com ele o tempo inteiro. Não sei mais que cara eles fizeram porque saí andando e preferi não olhar de novo. Eu estava andando meio torta por causa da sandália improvisada, mas dava pra aguentar bem. Só não podia atravessar nenhuma rua que precisasse correr. Porque ia ser tombo na certa.

Cheguei ao salão, minha mãe e umas 10 clientes riram demais quando contei a história (pior que eu ri junto). Ela me deu a chave e ofereceu as sandálias dela pra eu voltar, contanto que eu retornasse e levasse outra pra ela poder voltar pra casa. Muito complicado. Preferi não brincar mais com a sorte, recusei e voltei com as minhas de elástico mesmo. Cheguei na casa da vó, abri e entrei, feliz da vida, com a vozinha dizendo: É, você venceu afinal!
Tive um pequeno desentendimento na hora de fechar o cadeado do portão, mas deu tudo certo.
Tomei um monte de suco de uva com gelo, um iogurte de laranja e cenoura, e fui mexer na bolsa pra ver se o celular não estava, MESMO, lá. Adivinhem o que eu achei? Não, não foi o celular. Foi o meu melhor par de sandálias, que eu tinha trazido na bolsa para provar com o vestido e ele ficar no comprimento certo. Tá certo que os saltos são enormes, mas fala sério…eu podia ter usado eles desde o começo! AAAAIII, QUE ÓDIOOOO, DANE-SE O OTIMISMO, E CALA A BOCA, VOZINHA IDIOTA!

P.s.: Nenhum fato nessa história foi inventado, posso garantir. Achei o negócio tão anormal (até mesmo pra mim) que resolvi compartilhar com vocês, pobres leitoras. Tenham sempre um par de Havaianas na bolsa, por mais horrível que elas sejam. E liguem para os lugares, mesmo que esteja marcado, antes de ir.

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7 comentários em “O dia mais ridículo da minha vida!

  1. Thaizíssima disse:

    tadinha de voce!!!
    acho que um dia como esse nunca aconteceu na minha vida!
    dica: faça que nem eu, ande com uma havaiana dentro da bolsa huhu

  2. Amanda disse:

    Tirando as tragédias cotidianas (sim, minhas sandálias já me deixaram da mão algumas vezes), o seu texto tá tãããão bom de ler. Adorei!

  3. funcionariadomes disse:

    Uma vez levei um tropeção ao correr no terminal pra pegar o coletivo que me levaria ao trabalho. Resultado: perdi o ônibus e a sandália que estava usando PELA PRIMEIRA VEZ! Cheguei atrasada no serviço, arrastando o pé da sandália arrebentada, e não sei o que foi pior: subir e descer vários lances de escada assim ou aguentar os risinhos por causa da minha situação.
    Ótimo post!!! Parabéns!

  4. jenyfer disse:

    nossa sabe q uma veiz aconteceu uma dessas comigo + eu achei logo uma saida…+ intaum foi assim era a noite ja né e eu e minha mãe fomos ao mercado comprar umas coisinhas ai bem na hora q eu coloquei os pes na porta do mercado adivinha? a infeliz da minha sandalha arrebenta e o pior é q nem dava pra ‘inprovisa’ + td bem fikei um tempo me arrastanto com ela no mercado as pessoas olhavem e riam + td bem eu fingia q não estava acontecendo nada ai eu olhei pro lado e vi um santo par de havaianas corri comprar ta ela tava com um platico super duro q naum saia de jeito nenhum eu muito”inteligente” resolvi ir ao açogueiro(ja q la eles tem uns facoes enormes) bem pedi com a maior cara de pau pra ele cortar p platico pra mim ele cortou numa boa vesti a sandalhas e fui embora…na outra semana ta la eo di novo no mesmo mercado feliz da vida como se eu nuk tivesse pagadao aquele mico” la! …..é historias ridiculas…da vida!! hauahua :p
    OBS:é tdo verdade viu!

  5. jenyfer disse:

    gente descupa eo te escrevido “algumas” coisas erradas ….espero q tenha dado pra entender bem!
    bjoks*

  6. Aline disse:

    Pelo jeito sua materia favorita é portugues.Parabens.Seu texto esta ótimo de ler.

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