Show do Twisted Sister \m/

Postei originalmente no Roque Veloz, mas não posso deixar de falar sobre shows aqui também! =)

Foto por Meteleco - meteleco.com

Acho que toda resenha de show começa dizendo que o show foi memorável. Eu até tentei pensar em outro jeito de começar, mas foi memorável mesmo. O show do Twisted Sister em São Paulo, um ano após a primeira vinda da banda para o Brasil, trouxe grandes sucessos da banda, a maioria do álbum Stay Hungry (leia a resenha faixa a faixa aqui).
Já dava pra sentir que a noite seria boa no show de abertura. Embora a casa ainda estivesse meio vazia (no Via Funchal, a maioria tem o costume de chegar em cima da hora, e consegue bons lugares mesmo assim), às 20:40 a banda Salário Mínimo veio ao palco e fez bonito. Tocaram clássicos da banda mescladas com faixas do novo álbum, Simplesmente Rock (leia a entrevista exclusiva com a Salário Mínimo aqui), e conseguiram empolgar o público presente. China Lee, além de possuir uma voz impecável, fez uma oração do rock de joelhos no palco, o que fez muita gente dar risada. Durante o show do Salário Mínimo eu notei que a bateria estava muito alta em uma música, abafando o som das guitarras e do baixo em pleno solo. Em menos de um minuto o problema foi resolvido, a harmonia dos instrumentos voltou, e o Via Funchal marcou mais um ponto.

Setlist Salário Mínimo (abertura):

Eu Não Quero Querer Mais
Beijo Fatal
Dama da Noite
Jogos de Guerra
Delírio Estelar
Anjo
Cabeça Metal
Noite de Rock

Terminado o show do Salário, aproximadamente às 9:40, uma equipe de umas 15 pessoas começou a arrumar o palco eficientemente. Aliás, esta é uma das coisas que temos que reconhecer no Via Funchal: a eficiência. Não houve um problema sequer, durante toda a apresentação. Acústica perfeita, iluminação muito boa, muito boa mesmo (talvez até desse pra receber um show do Pink Floyd sem fazer feio. heuahsue) e seguranças simpáticos, que respondiam quando alguém lhes dirigia a palavra (viu, Credicard Hall?), tinha até um dançando (sério!). O único inconveniente é o acesso de transporte público pra quem vem do ABC: sem a linha amarela e verde do Metrô funcionando, o trajeto de ida leva 2hs e fica bem difícil, e com o show acabando depois da meia noite, ou você volta de carro ou dorme na estação.

Enquanto o palco era arrumado, o público continuava na energia com clipes de shows do Motörhead como Overkill e Ace of Spades que estavam sendo exibidos no telão para fazer propaganda do show que acontecerá no dia 16 de Abril de 2011 na casa.

E foi assim que, às 22:02, o Twisted Sister invadiu o palco com tal energia que a reação foi praticamente uma histeria coletiva. Com What You Don´t Know, Dee Snider preparava os alicerces daquilo que seria um grande show.

Após uma pausa para agradecer ao público, respirar e tecer alguns elogios, o Twisted manteve o ritmo com The Kids are Back. E o show inteiro seguiu assim: milhares de cabeças chacoalhando, cabelos de todas as cores no ar, chão tremendo, músicas cantadas aos berros pelo público enervado, e estampas de oncinha pra onde quer que você olhasse. O figurino do pessoal é um show à parte, como é de se esperar em um show de glam. Me senti em plenos anos 80 ali no meio. hehe

Stay Hungry veio em seguida, e a animação do público parecia aumentar, enquanto Snider e companhia faziam uma apresentação impecável. Os caras mostraram uma energia impressionante, e provaram que de “bichas velhas” eles não tem nada (viu, @bcolisse?! ¬¬). Dee Snider é um frontman como poucos, agitando o público o tempo inteiro, pulando incansavelmente, bangeando, fazendo malabarismos com o pedestal (rosa fluorescente!), tentando falar em português e elogiando os paulistas o tempo todo. Aliás, este foi um show repleto de comunicação com os fãs. Me recordo de que foram raras as vezes em que uma música era emendada na anterior. Quase sempre havia uma pausa entre as músicas e rolava um “diálogo” entre a banda e a plateia; Plateia essa que protagonizou cenas inesquecíveis, como o salto coletivo em I Wanna Rock e o início de muitas músicas, que cantávamos sozinhos diante de uma cara de suposta surpresa (bem engraçada) de Dee Snider. Eddie “Fingers” Ojeda e Jay Jay French arrancavam solos impressionantes das guitarras, enquanto Mark “Animal” Mendoza socava seu baixo com toda a força (dei muita risada disso).

Depois de We’re Not Gonna Take It, aproveitando o ânimo geral, aconteceu uma homenagem à Ronnie James Dio com a faixa Long Live Rock ‘n’ Roll, do Rainbow. Muita gente se emocionou…mas a emoção mesmo ainda estava por vir…
A única balada do show foi um momento especial. Em The Price, todos começaram a cantar “How long I’ve wanted…” antes do próprio Dee, que observou com cara de orgulho, perguntando em seguida: “Vocês querem que eu cante?”, e diante das afirmativas que mais pareceram súplicas, a música efetivamente começou. Enquanto todos entoavam este hino, um mar de celulares acesos balançava de um lado a outro (substitutos modernos dos isqueiros), emocionando quem sonhava ver esta cena ao vivo.

Talvez com medo de deixar o público sentimental demais, a próxima música foi pra sangrar os ouvidos: Burn In Hell começou com um truque de luzes bem legal, que fez Dee ficar iluminado de vermelho em meio à casa de shows totalmente apagada, literalmente queimando no inferno. Bem impressionante.

Depois foi a vez de um solo de bateria de A.J. Pero, que começou morno, mas ganhou energia quando as luzes se apagaram e baquetas de neon pareciam se mexer sozinhas numa velocidade impressionante.
I Wanna Rock veio em seguida, e não preciso nem dizer como foi alucinante, sendo a música mais emblemática da banda. Foi bom ver I Wanna Rock ao vivo, sentir aquela energia doida de verdade, sem ser no Guitar Hero. xD

O bis contou com Come Out and Play e S.M.F., músicas fodonas também, e quando o show acabou com uma despedida e um agradecimento simples, todos ainda tinham pique pra pelo menos mais uma hora de show.

Twisted foi como uma injeção de adrenalina nas veias de todos que estavam ali. E sem dúvida, vai ficar na memória por muito tempo, senão para sempre.
Pelo menos para mim, a ausência da característica maquiagem não fez diferença nenhuma: não imagino como o show poderia ter sido mais foda. =)

Setlist Twisted Sister:

What You Don´t Know
The Kids are Back
Stay Hungry
Captain Howdy
Shoot ‘em Down
You Can’t Stop Rock ‘n’ Roll
The Fire Still Burns
We’re Not Gonna Take It
Long Live Rock ‘n’ Roll
I Am (I’m Me)
Under the Blade
The Price
Burn In Hell
Drum Solo
I Wanna Rock

BIS:
Come Out and Play
S.M.F.

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